Histórias e "causos" que aconteceram com a turma do Voo Silencioso

Voando com vento norte

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Nas últimas semanas o vento vindo do norte predominou aqui pelo Planalto Central. O tempo esteve bastante quente e abafado, mas recentes chuvas de verão tem nos presenteado com a temperatura amena e belas formações de cumulus, que são aquelas nuvens gorduchas.

Em razão de muito sol e sombra das nuvens a formação de térmicas tem sido constante e o voo de planadores, quer seja na encosta, aproveitando o vento ou em terreno plano utilizando as correntes termais para subir, tem sido prazeroso.

Entre tantas razões, uma das que torna o voo de planadores apaixonante é desfrutar da beleza da paisagem, pois geralmente estamos em um ponto elevado ou em um campo aberto. Somando-se a beleza da paisagem ao silencioso e elegante voo dessas máquinas está formado o clima para horas de relaxamento e contemplação.

Pois foi exatamente isso que aconteceu nos dois fins de semana passados. Especialmente com o vento soprando de norte, como falei, os voos na “ponta” do Morro da Capelinha foram indescritíveis. O voo nessa parte do morro é muito peculiar. É uma encosta estreita, no topo não mais de dois metros de largura. O morro tem aproximadamente 75 metros de altura. Ali o lift é concentrado em um estreito espaço, então o voo é desafiante. Porém, quando o vento sopra forte é possível explorar toda a região à frente da estreita encosta.

No primeiro fim de semana da sequencia, estava eu e o Caio. Ele voando um planador de sua própria concepção e eu voando a Alula Dream Flight. Foi uma tarde de lift generoso e a presença de muitas térmicas quando nos afastávamos do morro. No final da tarde fomos presenteados com um por do sol magnífico como pode ser visto nas fotos.

No segundo fim de semana eu e o professor Junior dividimos os controles da Alula por umas 3 horas. Sentamos na beirada do morro e conversamos enquanto voávamos e desfrutávamos da vista. Havia algumas tempestades ao nosso redor mas longe o suficiente para não mudar a direção predominante do vento, e ao mesmo tempo nos proporcionavam espetáculos belíssimos como se pode ver nas fotos e vídeos abaixo. Além disso, dois carcarás e várias andorinhas nos acompanharam nos voos.

Por isso que sempre digo que não há voo como o dos planadores.

 

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Térmica gigante e receptor xing ling

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fling orange
Voar com receptor "xing ling" e pegar uma térmica gigante não dá certo! Foi o que ocorreu comigo no voo de domingo (07/10/2012).

Eu voava um Fling (1,23m) com receptor Orange R610 (xing ling da HobbyKing) no Morro da Capelinha – Planaltina/DF, pois foi um dos poucos momentos em que o vento havia alinhado leste e está perfeito para planar. Já eram mais 5hr da tarde e até estranhei a termal que entrou. O modelo subiu, deve ter ido a uns 350 metros de altura e quando vi que poderia ter problemas com sinal do receptor... decidi “picar” e foi ai que percebi que já não tinha mais comando nenhum do modelo.

Bateu o desespero, mexia em todos botões do rádio e nada. Dai decidi desligar e ligar o rádio novamente... continuei sem comando, mas foi então que o leme do modelo se virou e ele começou a baixar rodando e passando para trás do Morro.

Tinhamos a noção da posição da queda do modelo e todos os amigos do voo saíram para tentar avistá-lo de pontos diferentes.

Anderson e Ivo conseguiram identificar o modelo num descampado, mas não sabiam como seria feito o acesso, pois já estava escurecendo e não conhecíamos as rotas que poderiam ser tomadas para se chegar de carro o mais próximo possível do modelo.

Fomos de carro buscando encontrar uma estrada que chegasse próximo de onde avistamos o modelo, mas sem sucesso. A noite caiu e decidimos abortar a missão e fomos para casa. Em casa, com ajuda do Google conseguimos ter uma noção melhor do local e vimos que o acesso seria por uma entrada próximo ao Colégio Agrícola, pois parecia ter uma estrada de chão que chegava bem próximo do local da queda.

O modelo passou a noite no relento e no dia seguinte pela manhã (umas 7hr), Eu e Anderson fomos ao encontro dele. Levamos um binóculo e formos ao ponto onde o modelo havia sido identificado para certificar de que era ele mesmo... e ERA! Dai segui sozinho até a estrada que havíamos mapeado pelo Google.

 275-Aviao - 07 10 2012

Resultado: depois de muitos arranhões de galhos no dia anterior, cheguei de carro pela estrada de chão até bem próximo do modelo, caminhei alguns metros e o encontrei de dorso com a asa e canopi intacta, mas com o tubo de fibra da cauda quebrado.

Ufa... Graças a Deus e aos amigos do voo, principalmente aos que estavam no local: Anderson, Ivo, Jr. Rabelo, Hérika e Montaro... o "filhinho do papai" está de volta ao seu habitat e com pequenas cirurgias em breve estará voando novamente.

Obrigado a todos!

 Mapa da queda:fling perdido achado

Pós Crash - Easy Glider Pro perde metade do estabilizador horizontal

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Voando no Morro da Capelinha, Planaltina/DF, e com céu meio congestionado de aeromodelos um choque não intencional, assim espero rsrs, entre o planador do Ivo e o meu Easy Glider Pro (Multiplex), nos levam a uma reflexão sobre o comportamento do Glider em voo.

Após choque entre os dois planadores a metade do estabilizador horizontal do Glider Pro quebrou, mas continuou voando e comandando perfeitamente, pois o link do profundor não foi afetado. Pouso foi tranquilo e nada que bastante cola não resolva o problema. :)

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Sem mágoas, Ivo e eu aprontamos outros modelos e continuamos a voar...

 Veja vídeo do Glider Pro voando após perder metade do estabilizador horizontal.


Reflexão do comportamento do aeromodelo: como foi possível?? Isso é normal?? O modelo parece ser bastante eficiente?? A Multiplex está de parabéns??

 

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